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Suleiman Cassamo nasceu em 2 de Novembro de 1962 no distrito de Marracuene, província de Maputo. Filho de mãe ronga, seus avôs paternos chegaram a Moçambique no Sec. XIX vindos da Ásia. Com o tempo, o feudo em que se fixaram alarga-se até à dimensão dum pequeno império, e a sede deste, a Casa Grande de Jafar, vira referência, dando nome à região.

A vida do autor será marcada por dois pólos: um, o do islão, ligado às tradições do lado paterno; o outro, o da cultura ronga, da parte da mãe. Com isso, paralelamente aos preceitos e costumes da Casa Grande (o império está em queda à época do nascimento e crescimento do autor), SC adquiriu parte dos hábitos e costumes locais. Jogos como ntchuva, zotho, ntumbeleluana, mudjobo, entre tantos outros, marcam a sua meninice, ao lado de desportos "modernos", como o futebol, este que se torna numa das suas paixões, nesses tempos em que se jogava na base de dois muda campo - quatro ganha.

Os contos tradicionais rongas (Nkaringana Wa Nkaringana) ouvidos à mãe e à avo materna, com a qual passa alguns anos na infância (ku lumuka) vem, mais tarde, a moldar-lhe o gosto pela narrativa. Ainda novo, passa o tempo a fazer banda desenhada na areia (uma das suas criações surpreende os mais velhos, ao abordar o caso infeliz duma criança que faz chorar os pais, porque nascera sem cabeca ...!)

Na escola, o seu interesse foca-se nos textos literários dos livros de leitura. Depois, lê revistas de quadradinhos, trava conhecimento com os heróis do Velho Oeste americano, os cowboys. O primeiro verdadeiro encontro com a Literatura dá-se com a leitura do romance Jubiabá, de Jorge Amado.

Com a literatura brasileira, sobretudo contistas e cronistas (Ruben Fonseca ou Dalton Trevisan), inicia o contacto com as Américas; em particular, com autores como Edgar Alan Poe, Ernest Hemninguay, William Saroyan e Juán Rulfo, nome percursor da moderna literatura latino-americana.

 

Sua obra mais conhecida, O REGRESSO DO MORTO, foi publicada em Moçambique (Associação dos Escritores Moçambicanos), em 1989 e 2010; Portugal (Editorial Caminho), 1997; França (Edições Chandeigne), 1994; Espanha (Universidade de Valladolid), 2000; Angola, 2013 e Brasil, 2015. Mereceu a atenção da crítica e da academia, com inúmeros estudos com base na obra. SC publicou ainda AMOR DE BAOBÁ (Moçambique e Editorial Caminho em Portugal), 1997; PALESTRA PARA UM MORTO (Moçambique e Caminho, Portugal), 1998 e A CARTA DA MBONGA (União de Escritores Angolanos, Luanda), 2016. Tem no prelo A CARTA DA MBONGA – Fragmentos Duma Vida Encalhada na Estação. O autor tem colaboração na imprensa local com textos oscilando entre a crónica e o conto.

Enquanto Secretário-Geral da Associação de Escritores Moçambicanos, no biénio 1997- 1999, SC potenciou uma acção de renovação da agremiação, através da criação e dinamização de revistas literárias como forma de revelar novos autores, tendo surgido com essa acção novas vozes.

Em 1994 O REGRESSO DO MORTO foi apontado pela UNESCO como “obra representativa no património literário universal”. No mesmo ano, com o conto “O Caminho de Pháti”, SC foi vencedor do Prémio Guimarães Rosa, da RFI, União Latina e Casa das Américas em Paris num concurso aberto a contistas de língua portuguesa; com a A CARTA DA MBONGA, foi vencedor em 2015 do Grande Prémio Sonangol de Literatura, para autores dos países africanos de língua portuguesa e em 2017, do Prémio BCI de Literatura. Nesse mesmo ano, recebeu do Ministério da Cultura do governo de Moçambique o Diploma de Honra em reconhecimento e o seu contributo na promoção e desenvolvimento da Literatura Moçambicana.

SC é docente universitário, em dois campos aparentemente díspares: Ciência e Engenharia de Materiais e Economia, mais especificamente, na área de Gestão.

Nome do autor: Suleiman Cassamo

Nome próprio: Suleiman Cassamo

Data de nascimento: 02 de Novembro de 1962

Género Literário: Ficção narrativa

Suleiman Cassamo

Obras publicadas

  • O Regresso do Morto, Associação dos Escritores Moçambicanos, 1989 e 2010; Portugal (Editorial Caminho), 1997; França (Edições Chandeigne), 1994; Espanha (Universidade de Valladolid), 2000; Angola, 2013 e Brasil, 2015.

  • Amor de Baobá (Moçambique e Editorial Caminho em Portugal), 1997;

  • Palestra Para Um Morto (Moçambique e Caminho, Portugal), 1998;

  • A Carta da Mbonga (União de Escritores Angolanos, Luanda), 2016;

  • A Carta da Mbonga Fragmentos Duma Vida Encalhada na Estação (prelo)

  • 1994 - O Regresso do Morto apontado pela UNESCO como “obra representativa no património literário universal”;

  • 1994 - Prémio Guimarães Rosa, da RFI, União Latina e Casa das Américas com o conto O Caminho de Pháti;

  • 2015 - Grande Prémio Sonangol de Literatura, com A Carta da Mbonga;

  • 2017 - Prémio BCI de Literatura;

  • 2017 - Diploma de Honra em reconhecimento ao contributo na promoção e desenvolvimento da Literatura Moçambicana pelo Ministério da Cultura do governo de Moçambique.

Prémios e distinções

Galeria da autora